EUA: Olympic Trials [1]

Aly Raisman. US Olympic Trials. (Foto: Kyle Terada)
A noite do dia oito de julho foi de grandes surpresas para as ginastas, técnicos e para os [tele]espectadores na primeira noite de competição do US Olympic Trials, evento que vai definir a equipe norte-americana que disputará os Jogos do Rio de Janeiro. O evento foi de altos e baixos para algumas atletas, nem mesmo Simone Biles saiu ilesa. A ginasta, três vezes campeã mundial do individual geral, parecia nervosa e não competiu tão bem, mas mesmo assim conseguiu o maior somatório de pontos da noite (61.85).Mu

Treze ginastas disputam cinco vagas na equipe nacional, sendo que três dessas parecem já terem sido preenchidas: Biles, Raisman e Hernandez, na minha opinião, já podem carimbar o passaporte para o Rio de Janeiro. Gabrielle Douglas, que, até meses atrás, era tida como nome certo na equipe, ainda não provou seu valor, mesmo que a própria Martha Karolyi já tenha dito que "ela não precisa provar nada".

A surpresa positiva da noite foi Mykayla Skinner. Ela terminou em quarto lugar, com 59.450, depois de submeter dois inquéritos na trave. Ela ficou à frente da própria Douglas, que terminou em sétimo. 

Destaques

  • Simone Biles: mesmo com o erro na trave no giro, e algumas imprecisões na trave, no solo e no salto, manteve-se em primeiro lugar (61.850). A surpresa dessa vez foi que ela superou a segunda colocada em "apenas" um ponto. 
  • Laurie Hernandez: ganhou o público [e os juízes também] com séries alegres e  sua simpatia. Algumas séries me pareceram overscored, principalmente na trave. 
  • Alexandra Raisman: terminou em terceiro lugar, com menos de 60 pontos somados, mas, na minha opinião, foi uma das ginastas que mais teve as notas avaliadas de forma justa. 
  • Mykayla Skinner: após os erros cometidos no Campeonato Nacional, há dua semanas, Skinner saiu de alma lavada desse primeiro dia, somando mais de 59 pontos. Ela emplacou três notas (VT, BB e FX) no top cinco em cada aparelho. Se você perguntasse a alguém sobre as condições dela ser titular no Rio, muitos teriam dito "nenhuma", mas depois de ontem as coisas mudaram. 
  • Gabby Douglas: Após o American Cup, em março, parece que ela regrediu [em todos os aspectos]. Além do visível baixo desempenho, ultimamente ela tem sido bastante citada por "estar sempre de mau humor". Ela competiu no solo, primeiramente: os giros foram muito ruins, uma ligação [tsukahara grupado + mortal] não foi considerada; Nas assimétricas, piruetas totalmente fora da parada de mãos; na trave, caiu e por isso terminou em sétimo lugar. Mesmo com tudo isso, Martha disse que "ela não precisa provar nada para estar na equipe".
  • Madison Kocian: Ela é apontada por muitos como a terceira-assimétrica do país na final por equipes do Rio. Devo concordar. Além de ser a única campeã mundial no aparelho dos EUA nessa década, ela é capaz de competir em todos os aparelhos. 
  • Ashton Locklear: É (ou era) a principal adversária de Kocian para a vaga na equipe como um das que competirá nas assimétricas nas Olimpíadas, mas, infelizmente, caiu na trave ontem e, mesmo conquistando a mesma pontuação de Kocian nas assimétricas, não acredito que ela será escolhida para competir apenas um aparelho, já que na trave a nota dela seria possivelmente descartada, com Biles, Hernandez e Raisman acertando.
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