#Rio2016: One Event Wonders

A russa Maria Paseka, que veio para o Rio apenas para competir no salto. (Foto: NBC Olympics)
Quando a Federação Internacional de Ginástica decidiu dar mais espaço para as ginastas especialistas, no começo da década passada, muita coisa mudou na composição das equipes. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e Sydney (2000), por exemplo, poucas eram as ginastas que integraram as equipes para competir em apenas um aparelho. A partir de 2004, em Atenas, esse número cresceu: muitas ginastas foram convocadas para as equipes olímpicas por causa de apenas um evento.

Em 2004, por exemplo, a romena Silvia Stroescu fora convocada para a equipe olímpica por causa da sua trave, mesmo tendo competido no salto e nas assimétricas na etapa qualificatória. Na final, ela não competiu em nenhum aparelho, nem mesmo na BB. Em 2008, a russa Lyudmila Grebenkova integrou a equipe olímpica por causa da sua série na trave. Após cair na qualificação e também na final por equipes, sua participação nesses jogos acabou sendo desnecessária. 

No Rio de Janeiro também não foi diferente. Abaixo, estão listadas algumas das principais One Event Wonders dos Jogos Olímpicos de 2016.
  • Madison Kocian: norte-americana, campeã mundial nas barras assimétricas em 2015,Madison entrou na equipe estadunidense principalmente por causa do aparelho em que foi campeã, as assimétricas. Conquistou a maior nota no aparelho nas classificatórias e também na final por equipes, mas na final do aparelho fora superada pela russa Aliya Mustafina. Kocian foi prata.
  • Maria Paseka: campeã mundial no salto e medalhista olímpica em 2012, a russa Paseka foi selecionada para a equipe após Ksenia Afanasyeva se lesionar. Em 2012, integrou a equipe olímpica justamente por causa de seus saltos, mas em Londres ela acabou não competindo tão bem no único aparelho em que se apresentou. Esse ano, seu salto foi fundamental para a conquista da prata russa.
  • Daria Spiridonova: mesmo tendo competido em três eventos (UB, BB e FX) nessas olimpíadas, Spiridonova veio para essa competição especialmente por causa de sua série nas assimétricas. Campeã mundial e continental nesse aparelho, Daria não conseguiu repetir o bom desempenho nos Jogos Olímpicos e terminou a final em último lugar, mas sua pontuação na final por equipes foi importantíssima para o segundo lugar da Rússia. 
  • Yuki Uchiyama: apesar de não ser um dos grandes nomes nas assimétricas, a japonesa Uchiyama veio ao Rio de Janeiro para competir somente nesse aparelho. Apesar de não ter tanta dificuldade, sua apresentação na final por equipes foi limpa e muito segura, o que lhe rendeu 15 pontos. 
A partir de 2020, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, essa situação não acontecerá mais. Pelo menos nas equipes, já que, de acordo com as novas regras, apenas atletas generalistas poderão integrar as equipes.

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