2015 AT&T American Cup: resultados e análise

Aconteceu ontem, dia 07 de março, na cidade de Dallas, nos Estados Unidos, a final da etapa da Copa do Mundo de Ginástica, organizada pela Federação Internacional - FIG. O evento, como já era sabido, contaria com a participação de Simone Biles, Mykayla Skinner, Vanessa Ferrari, Jessica Lopez, Emily Little, Erika Fasana e outras. Era esperado também que o ouro fosse conquistado por Biles, bi campeã mundial do individual geral e multi medalhista mundial por aparelhos. As expectativas se confirmaram: ouro para ela, prata para a outra americana e o bronze para a italiana Erika Fasana. A competição ocorreu como esperado, o problema ficou por conta de algumas pontuações dadas pelos juízes: chegava a ser ridículo para uma competição oficial, como é a Copa America.
Competindo, como de costume, com collants rosas, as duas americanas desde o começo da competição estiveram na ponta do ranking. Biles saltou seu amanar, excelentíssimo, diga-se de passagem, e pontuou 16.033. Skinner, realizou um salto de menor dificuldade - um yurchenko com dupla pirueta - e obteve 15.100 - na minha opinião, injusto, considerando que a colombiana realizou o mesmo movimento, com muito mais erros e recebeu 15.000 cravados. Outra que, ao me ver, foi injustiçada foi a australiana: seu salto merecia um pouco mais que 14.766. 

Nas barras assimétricas, o segundo aparelho feminino disputado, mais absurdos: séries sem ritmo, com erros básicos (ausência de ponta de pé, pernas afastadas nas transições, por exemplo) recebendo notas não condizentes com o apresentado, mesmo com dificuldades elevadas; Por outro lado, séries com execuções melhores - e dificuldade baixa - pareciam estarem sendo analisadas apenas pela dificuldade que mostravam.
A trave, há tempos deixou de ser um aparelho no qual a atleta precisava ser leve e delicada para realizar seus exercícios. O que prevalece no esporte atualmente é a quantidade e o grau de complexidade da acrobacia. Não criticando as britânicas e americanas principalmente, pois estas apenas se aproveitam do código e se adaptam a ele. A principal responsável pela perda de artisticidade da modalidade é da própria entidade reguladora do esporte.

O último aparelho disputado pelas ginastas foi o solo. À essa altura, o ouro já era confirmado para Biles, mas isso não era o suficiente para os árbitros. Apresentando a série - A-C-R-O-B-A-T-I-C-A-M-E-N-T-E - mais incrível dos últimos tempos, Simone recebeu, mesmo que com uma apresentação sem coreografia expressiva e saltos com amplitude, 16.000 pontos - a maior da competição no aparelho, entre homens e mulheres.
Infelizmente, o esporte tem se tornado cada vez mais robotizado  e acrobático. Desde o fim do antigo sistema de notas (que pontuava as atletas até o score 10, perfeito), em 2004, a ginástica vem enfrentando esses problemas. Muitas pessoas já desistiram de acompanhar a modalidade, ou por não entenderem esse novo sistema de pontuação ou por não gostarem do imperialismo americano - que não sei se tem conotações políticas. 


1 comentário:

  1. de boa, reportagem otaria...ta igual a tal múmia da daniele hipolito, que irá apresentar sua nova série no Sarcófago.

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