Aly Raisman: eu vou ter uma segunda chance

ESPN: Aly Raisman em foto para a Body Issue 2015.
A americana tri-medalhista olímpica em Londres, 2012, Alexandra Raisman, que estará na edição de 2015 da Body Issue deu uma entrevista para o portal esportivo ESPN, responsável pela edição e publicação da revista, e falou sobre o desejo de participar de sua segunda olimpíada, e comentou sua participação na última edição dos Jogos. 

Eu sou considerada "velha" para uma ginasta. Eu tenho 21 anos e completarei 22 no ano da próxima Olimpíada [2016]. Se eu fizer parte da equipe, eu serei a mais velha ginasta americana. Meu corpo sente um pouco mais [as dores] do que antes, mas eu me sinto mais esperta e capaz de entender o processo de recuperação. 

Eu não tenho certeza se treinar sete horas por dia é saudável. É por isso que a ginástica é um esporte para jovens, mas eu espero ficar bem. Não é como se eu fosse fazer isso até os 30 ou 40 anos. [..].

Suando em um ginásio e coberta de magnésio é quando eu mais me sinto a vontade. Eu passo a maior parte dos meus dias em um collant. A maioria das garotas está acostumada a usar saltos, vestidos e eu geralmente estou sem maquiagem e vestindo um collant. Eu amo isso. 

Eu deveria ter muito mais orgulho de mim, mas sou muito perfeccionista. Na última Olimpíada, eu ganhei dois ouros e um bronze, mas eu ainda penso muito sobre o fato de não ter medalhado no Individual Geral. Isso me irrita - eu sempre penso que não foi bom o suficiente. Eu quase caio e segurei a trave com minhas mãos. Foi estúpido, eu não nunca havia cometido aquele erro na trave. Eu vou ter uma segunda chance, mas eu sempre penso sobre isso. 

Nós treinamos a vida toda toda por apenas aquele momento. Você treina sua vida toda por uma apresentação de um minuto e meio. Eu treino seis dias, 32 horas por semana, para realizar o sonho de chegar a minha segunda Olimpíada. Eu estou comendo bem, dormindo cedo. Tudo o que eu faço no meu corpo é pensando na ginástica.

Cada dia é um desafio. Mesmo que nós estivéssemos felizes por vencer o ouro na final por equipes, nem sempre é assim. Eu acho que as pessoas não entendem isso. Pessoas não vêm esse lado do esporte - a frustração, o quanto ele exige do seu corpo e da sua mente.  

A versão impressa da revista será publicada em 06 de julho desse ano. Para acessar a entrevista completa, acesse: ESPN

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